As outras em mim
Julia Sereno
“Partes de mim precisam morrer todos os dias. Como camadas da pele que enrugam, morrem e renascem na mesma mulher para contar uma estória diferente. Assim sigo viva”.
A arte de Julia Sereno é assim, ao mesmo tempo causa e efeito de um ciclo vital, de um moto-contínuo, o eterno retorno ao núcleo da criação, que não se basta nem se extingue.
Desta fonte surgem outras máscaras, tantos encontros, novos lugares, mas sempre ciente de que a mudança é a única diretriz permanente. Para seguir em frente, é preciso estar sempre em movimento. Os textos de Julia são seu combustível e sua estrada. Que bom poder acompanhá-la neste caminho.
Rodrigo Goulart
