Caminhos do sol poente

Maria Alice Bártolo

SOL POENTE


Cobre-se o mar de chamas! O sol declina,

Melancólica é a hora da abalada,

Mas tão exuberante é a partida

Que se compara à hora da chegada!

Enterra-se o sol no oceano,

Vermelho como o sangue que há no mar,

Estende estradas de luz por sobre as águas,

Como se estivesse enterrando as mágoas

E a praia fica calma e mais segura!

Quero afastar o medo! E a desventura?!

Eis que chega a noite com um manto de luar

Beijar o rasto deste sol poente,

Por um caminho que em tudo se irmana

À minha pobre condição humana

Tudo é finito! Tudo é mutável,

Nada é para sempre!

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