Coisas minhas coisas nossas

Maria Alice Pestana Serrano e Silva

Estava frio e cinzento. Passeávamos pelas ruas de Varsóvia olhando em volta, sentindo a vida da cidade, sentindo o que se via e o que se pressentia. As luzes do fim da tarde acendiam-se cada uma a seu tempo, uma aqui outra ali. Até que se juntassem todas, as montras das lojas pareciam iluminar-se ao compasso de uma estranha pauta musical. Houve uma montra numa loja pequena, antiga, que me chamou... com alarido. No centro da montra estava um gato branco, sentado, parado, quieto, que olhava para mim a dizer... leva-me, leva-me. Tenho que ir buscar aquele gato disse eu... e entrámos na loja. Atendeu-nos um simpático senhor já com alguma idade, com um ar pacificamente sonhador, a quem perguntei quanto custava o gato que tinha na montra. E ele disse-me... “também tenho lá dentro o irmão mais novo, querem ver? ”Respondi que sim, claro que queríamos ver. E resolvemos não separar os irmãos…Felizmente pesavam muito pouco e vieram na mala. Continuam juntos! São muito úteis, sobretudo na mesa do pequeno almoço, o grande em cima do bule e o pequeno na caneca do chá... para não arrefecer!

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