Deambulações

António Maria Teles

"DIVAGANDO

Roubo o tempo ao vento
Enquanto o mau tempo aguento
Até que o tempo bom apareça
E o meu atormentado coração aqueça

O meu mau tempo sou eu que o crio
Forjando situações inadequadas
Para desse modo divagar no vazio
Ao sabor das minhas poéticas quadras

Não atribuo culpas a ninguém
Desta existência menos dourada
A vida é mesmo um baloiço que vai e vem
Que só consegue alegrar gente acriançada"

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