Feliz, o tambor-mor

ANA ALMEIDA

Feliz crescia, alegre e saudável, na pequena quinta com os seus pais e irmãos mais velhos. 

Sempre bem-disposto e de sorriso na cara, fazia jus ao seu nome. 

Apesar de ser o mais novo, não lhe faltava força nem coragem para os trabalhos mais pesados.

Quando atingiu a idade adulta, com a força e a bravura que desde pequeno o caracterizava, Feliz anunciou que iria para Lisboa para ali integrar as tropas portuguesas. 

Haveria de defender o seu país. 

Era português, homem de coragem e de fé, criado na dureza da vida e na certeza da sua vontade. 

Aprendeu depressa e de maneira exemplar a tamborear os compassos que ditavam o ritmo de marcha aos combatentes, pois, no meio de uma batalha, não era possível ouvir as ordens do comandante. 

Foi aprendiz esforçado e soldado intrépido. 

Foi súbdito obediente e companheiro solidário. 

Amadureceu com o tambor sempre ao seu lado. 

Perdeu o medo da batalha. Derrotou o desânimo. 

Venceu o cansaço. 

Era, por isso, hoje, o tambor-mor que marcava o tempo de avançar sobre o inimigo, travando os mais corajosos e incentivando os mais temerários. 

Ele era a voz do comandante junto das suas tropas.

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