Lacre

Graça Tavares

Há um poema extraordinário, seja no ritmo cortado, seja nas imagens, que me parece funcionar como uma arte poética.

O poema morde

agarra-nos o coração

Nas suas garras

de águia

o poema vai ao fundo do sangue

e inebria-se dele

Gota a gota

destila-o com uma dor

feliz

por ter encontrado

a sua criatura

Fugaz no entanto

o poema leva

o seu grifo

ao alcance das estrelas

e funde-se

no sexo vibrante

da matéria escura

das galáxias

É este, quanto a mim, um poema que poderia figurar, sem escândalo, numa qualquer antologia sobre poesia e erotismo.

António Carlos Cortez, in Prefácio

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