O cerco das trevas
Josué Diniz
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“O ano de 1968 não tem “utilidade” político-eleitoral: não há glória, nem heroísmo, nem dignidade. Não pode ser usado como uma bandeira. Mas por isso mesmo é que precisa ser resgatado. É uma época fundamental para entender nosso enigma predileto, o Brasil.
O ritual de passagem de uma geração, partido ao meio: esse é o espólio trágico que o livro de Diniz ajuda a desvendar”. (Nei Duclós)
Revista SENHOR, Nº 278, 1986 – SÃO PAULO
Emoção maior que a do velório de Édson Luiz só mesmo a de seu enterro, no dia 29, no cemitério São João Batista, depois que o caixão com o corpo seguiu nas costas de estudantes pelas praias do Flamengo e Botafogo, à frente de uma multidão. “Foi a primeira grande manifestação estudantil com pais, professores e alunos uniformizados acompanhando o enterro”, lembra Vladimir Palmeira.
Jornal do Brasil- Rio de Janeiro 1º caderno – sábado 29/3/86.
Lembra da juventude esquerdista dos anos 60?
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