O Pentágono não está em Washington
Annaa Novo
Ler esta narrativa poderá reportar-nos para algo fora do comum, ou mesmo dissemelhante. Apresenta uma intriga no seio de uma família nobre, inveterada na sua tradição, à medida que desaparece no tempo. É uma história inédita que nasceu nos anos vinte, nas águas do Atlântico, e que efectivamente termina nas águas do Nilo. Determinando a evolução espaciotemporal marcada pela transição de dois séculos (Séc. XX e Séc. XXI).
Valentine, cresceu com a madrasta no Douro, apaixonou-se por um cirurgião, e seguiu a carreira de advocacia. Após um grande reconhecimento social, pôs tudo em causa. Abandonou a sua zona de conforto e fez-se viajante, atravessando parte dos continentes Africano e Asiático, apaixonando-se por Jesus, com quem viveu uma história de amor, no Médio Oriente. Neste romance existe sobretudo um choque frontal entre o simples admirável, e o insigne, que poderá tornar-se potente e hercúleo, numa época controversa, como a que atravessamos. Urge então, a necessidade de reflectir e adoptar o simples no mais perturbador da sua beleza; lembrando que a vida ainda é um dos grandes mistérios fora da concepção mental do homem. Vida resgatada como um bem precioso, único e majestoso. Todavia, se optarmos por exterminá-la, compreendemos que uma vacilante força protectora de segurança se torna alvo significativo de ataque como é «O Pentágono em Washington».
Esta saga reflecte o paralelismo entre o bem e o mal e reedita os padrões sociais inerentes. É sobretudo um enredo propício à mudança que a autora considera crucial na busca permanente do espaço interior, principalmente numa época em que os homens perderam a fé, se aniquilam, não acreditando em sentimentos, ou na simples profecia do amor, e sim, nas “armas”; reduzindo-se com efeito, a “complexas máquinas de guerra”.
É uma trama de esperança, necessária à sobrevivência humana que poderá reportar o leitor ao âmago da acção. Representa a evolução urgente do ser, à procura de perfeição, numa orla condutora de coragem, capaz de destruir os medos, através de uma premissa revolucionária, apta a libertar o intelecto e uma vontade adormecida.
Aos da política, da religião e a todos os demais da sociedade: “As armas não salvam o Mundo!!...”