O Soldado de Catuma
Eduardo Batista
“O Soldado de Catuma” coloca perante o leitor impensáveis tormentos que o levarão a enfrentar um pesadelo ao vivo. É a eviterna comédia humana.
A obra desenvolve-se em parte nas grandes manchas florestais de Namara e Malombe tão carregadas de mistério. As personagens lidam com gente estranha, calcorreiam esbraseantes planícies, embrenham-se nas densas florestas, sobem rochedos alcantilados e sempre desprovidos do aconchego de meios básicos de sobrevivência. E também sentem a impensável raiva dos homens.
Os eventos decorrem a um ritmo alucinante e os flagelos são apresentados em detalhe e com extrema crueza. A esperança era uma boia de salvação para os caminhantes, mas também se rompia vezes sem conta, todavia, permitia-lhes irem além do que as enfermiças forças consentiam arrastando-se ao lado da morte sem um instante de refrigério. E há Férido Trevante, senhor de Lagonte e do Inferno; é abantesma que assusta só de recordá-lo.
Adriano, o denodado soldado de Catuma, é a força que muito espanta aqueles que o acompanham. Refém de Marte, é o soldado duro, inflexível e impressivo amparando no mar verde os náufragos de tenebroso destino.
E quando os sobreviventes julgavam estar, enfim, próximos do fim dos padecimentos, eis que o inferno cai sobre eles. É sofrimento que enoja as hienas. Afinal, o labiríntico maciço verde que tanto os martirizara era uma madeixa de cabelos sedosos da mãe natureza.
Desejo aos leitores momentos de bom entretenimento.
Boa viagem.
