O Último Executor de Lisboa
João L. Bento
Rafael e Cristina sentiram na sua juventude a leve essência do amor, que entretanto se esfumou. A sorte não estava por perto, quando o azar lhes bateu à porta. Porém, quis o destino que se amparassem mutuamente, ao serem envolvidos pela personalidade do vingador, ainda que por motivos diferentes.
Para Cristina, aquele vingador tornou-se num herói, mas um dia mais tarde virá a ser confrontada ao descobrir, por mero acaso, quem é aquela personagem e o seu lado humano. Cristina sente-se em dívida com aquele desconhecido, pela vingança feita à morte do marido, pela admiração e também por algo mais que fantasiava os seus sonhos; Rafael, por tudo o que perdeu e sofreu com a morte da noiva, pela dor, pela saudade e pela justiça, depois de se recordar do que aconteceu naquele fatídico dia.
O vingador é um desconhecido que surgiu para vingar todas as vítimas, onde a omissão das leis e a passividade dos tribunais falharam e, sem esperar, ele tornou-se num símbolo de justiça e de esperança para muitos.
