Povo Que Lavas no Rio

João Fernandes

"Levei a vida para o propósito de te tornar a encontrar, pelo prazer transcendente que me consumiria por um só abraço que te estenderia. Estamos condenados à lonjura, e choras tanto como eu. Estamos sentenciados ao choro póstumo, e estamos sempre mais longe, ao sabor que os dias passam sem te encontrar"

A alma de um país encerrada em quatro paredes fortes, de um palácio de outros séculos. Aí encontra-se Pedro, preso sem saber como sair, limitado a um pequeno espaço na profundidade aberta do seu coração quebrado, sete anos antes.

Um dia, Pedro, nota que os sonhos das suas noites associam-se todos numa única mensagem, na mesma imagem vista, sempre que os seus olhos adormecem. Começa a perceber o que o seu destino, que nunca o agradou, lhe tem reservado. Décadas mais tarde, tendo voltado a estar encerrado numa prisão sem paredes, Pedro encontra o pretexto para dirigir-se a Inês, a dona eterna da sua alma. Contar-lhe-á como o silêncio dos gestos é o sumiço da esperança. Contar-lhe-á que um país é imenso, para além da terra e para além do mar, nos exílios que encontra, e onde dissimular as fraquezas de uma alma perdida. O amor de um país pelo seu povo. O povo a lavar no rio das desgraças, tingindo com sangue o seu fim.

"Amor não é duas pessoas de mão dada; é a vida de mão dada com a morte, a alegria de mão dada com a tristeza, o bem de mão dada com o mal"

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