Sede de infinito

Agostinho Tavares

Tenho uma aranhinha 

No quarto, que me tece

Cada dia uma teia

Com tal arte e jeito,

Que sempre que a vejo

A desfaço, pra vê-la

De novo – num ápice:

Perfeita – acabadinha!

De cada vez que a vejo

Diz-me sempre o coração,

Sussurrando, em segredo, 

Que erga em prece as mãos 

E louve o Artista-Mor

Que engendrou com amor 

Tão pequena beleza

E tão singelo labor!

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