Servos - A construção do Apocalipse
Orlando Jorge Figueiredo
Esta obra impressiona pela sua profunda actualidade.
Vivemos tempos marcados por ataques vis à liberdade — liberdade de expressão, de pensamento, de existência.
Assistimos ao crescimento do medo e à naturalização do absurdo.
O direito de falar está a ser negociado, o direito de ser diferente, questionado.
Em todo o mundo, e Portugal não é excepção, assistimos a investidas cada vez mais agressivas contra a pluralidade de vozes.
Em nome da ordem, do progresso, da moral, entre outros pressupostos inventados, silencia-se o incómodo.
E no silêncio imposto, o servo moderno aprende a sorrir.
Marta Dutra
