Tatuagem de Caracas

Renato Batista

Quando o rapaz assustado foi liberado pela Guardia Nacional Bolivariana, e Chico se encaminhava para fora do edifício com os policiais, o militar que tinha o abordado anteriormente pegou o seu contato para caso tivesse informações sobre os dólares roubados, despediu-se e dobrou à esquerda, junto aos outros dois oficiais. Enquanto isso, o brasileiro tinha de ir para o outro lado, rumo à estação Capitólio, ao lado do Congresso venezuelano. 



 Chico apressou o passo, estava só na capital mais violenta do mundo, onde uma ínfima porcentagem dos homicídios era investigada, e tinha acabado de enfurecer membros de um grupo criminoso no centro de Caracas. A velocidade do passo se assemelhava ao ato de correr. A ausência dos longos movimentos dos braços, tornava a ação um híbrido andar frenético. Enquanto ele ultrapassava cada um que estava na sua frente, um homem ambientava a cena ao tocar saxofone na entrada da estação de metrô. 


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