Trilhas Difíceis
Sofia Rosa
Há um instante quase sagrado em que o leitor e o autor se tocam através da palavra.
Não se veem, não se ouvem, e ainda assim compreendem-se.
É essa a magia que me faz continuar a escrever.
Este livro é, portanto, um convite, não apenas à leitura, mas ao espelho.
Quero que cada carta, cada pensamento, funcione como um reflexo onde o leitor possa reconhecer algo de si, mesmo que seja apenas uma sombra, um eco, uma lembrança.
Nunca acreditei que a escrita devesse ensinar.
Acredito, isso sim, que a escrita deve tocar.
O que pretendo oferecer a quem lê este livro não é uma resposta, mas uma companhia.
Porque, na verdade, todos nós procuramos isso, alguém que nos acompanhe, ainda que em silêncio, enquanto atravessamos os dias.
