Veneno azul

Paulo J. Leite

Pensei em escrever umas notas sobre o ser humano. Ser esse que não sabe viver e pensa que a sua pobre existência significa viver.

Quero dedicar todo o conteúdo à parte do ser humano que aguen­ta tanto o sofrimento com algum desespero, como se fosse isso que a vida exige ao ser humano para poder viver.

Gostava que o ser humano percebesse com alguma lógica e racio­nalidade que essa energia vital que o faz aguentar tanto sofrimen­to não é mais do que a sua essência, que lhe foi concedida para ser feliz, e, por conseguinte, de ajudá-lo a perceber para que use virtudes como a bondade, a compaixão, a generosidade, etc., etc.

Gostava que o ser humano percebesse, e repito, com lógica e ra­cionalismo, que o EGO não é mais do que uma cortina que o im­pede de ser ele mesmo, logo, também o impede de ser feliz e de parar com tanto sofrimento e desespero.

Todo o conteúdo destas notas foca a responsabilidade e o dever que o ser humano tem de procurar dentro de si mesmo, sem co­nhecimento de nada, e simplesmente usar a sua própria inteligên­cia para o fazer.

Gostaria muito que o ser humano conseguisse usar estas notas, não como um ensinamento, mas simplesmente com a intenção do ser humano poder usar o conteúdo para ensinar o seu próprio ser, eventualmente ver que qualquer ser humano tem essa capacidade de ser quem é e, logo, conseguir ser feliz.

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