Vozes perdidas entre Terra e Céu

Luís Serrano

MONÓLOGO

Deixa que a sombra

te caia sobre o ombro

que frémitos de luz estilhassem

os espelhos

soltem o reverso vivo

de estrelas vivas

outros dirão o contrário

e talvez sejam felizes

a mim sobra-me

tão só falar comigo

esperar milagres

em tempo de os não haver

será conversa

sem guerra nem azedume

apenas o travo amargo

de quem chora o tempo

que hei por perdido.

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