Céu rasgado de Camarate

Eliana de Almeida Pinto

Lisboa, 4 de dezembro de 1980.

Um avião cai. Um país inteiro aprende a não fazer perguntas.

Henrique da Fonseca e Brito chegou ao poder como um vendaval: o Primeiro-Ministro que arrastou Portugal pela gola do casaco até à modernidade, ao lado de Diogo, o amigo de sempre — o motor e o compasso de uma democracia recém-nascida. 

A seu lado, Ingrid, o amor que escandaliza a Lisboa dos salões e que ele se recusa a esconder.

Mas no Ministério da Defesa, o primeiro civil a ocupar o cargo desde a Revolução começa a abrir caixotes que deviam permanecer fechados. 

Nas contas nebulosas de um fundo herdado da guerra colonial, descobre uma rota clandestina de armas que atravessa o Tejo rumo a Teerão — e que pode decidir uma eleição do outro lado do Atlântico. 

Entre Lisboa, Washington e o Irão em chamas, homens sem rosto concluem que há luzes que não podem acender-se. 

Em dezembro, dizem, há acidentes à espera de acontecer com uma pontualidade britânica.

Do fulgor do poder à noite em que o céu se rasgou sobre Camarate, este romance percorre os bastidores do maior enigma da democracia portuguesa: a queda que decapitou um governo, os inquéritos que se sucederam sem culpados e o silêncio que, vinte anos depois, jantava tranquilamente no Tavares enquanto o processo prescrevia.

Um thriller político de fôlego literário — onde a ficção ousa dizer o que os autos nunca escreveram.

  • Escreveu ou está a escrever um livro que quer publicar?
    Está no lugar certo! Na Atlantic Books estamos constantemente à procura de autores talentosos, para ajudar a transformar as suas ideias em excelentes livros.
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.