Cânticos do Sangue e da Terra

Diogo Pacheco de Amorim

Passaram anos, como passam cavalos galopando ao longe, para além do deserto, para além do horizonte.
Lá muito ao fundo, além dos montes, desciam sorrisos, como sóis cansados regressando à noite...

Havia estrelas sem luz e mulheres sem sombra, fontes estéreis e cavaleiros parados como estátuas equestres, em catedrais de mundos que um dia hão-de ser.
Passaram anos, como passam barcos acesos contra o céu em chamas, desenhados no mar pela mão de uma criança. Barcos que passam, um a um, a linha do horizonte, levando cada um as nossas oferendas aos deuses que dormem, eternamente, nas tabernas submersas da Atlântida apodrecida no seu sudário de algas...

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