Crimes na Academia
Luís Soares
Lisboa, 17 de Julho de 2015,
Exma. Senhora Directora da Associação para a Promoção do Ensino Superior - Progresso e Sustentabilidade
Venho por este meio comunicar a V. Exa a minha decisão de cessar a leccionação na Universidade Lusitana a partir do próximo ano lectivo. Na base da minha decisão encontram-se motivos estritamente pessoais. Sinto-me muito grato por todos os bons momentos que passei no vosso convívio neste ano lectivo que agora finda. Estou certo que a Universidade Lusitana e a Associação PES - PS continuarão a desenvolver um trabalho notabilíssimo em prol da Educação, do Ensino Superior, da Cultura e da Ciência em Portugal, nesta segunda década do século XXI. Eventuais aspectos financeiros serão certamente acertados oportunamente entre nós. Despeço-me com a cordialidade e a consideração de sempre.
Robert James Murphy
O melhor detective privado português apresentava assim a demissão da Universidade Lusitana em Lisboa, onde leccionara no ano transacto. Contudo este era apenas o início de um processo de reflexão interior, sobre os acontecimentos que presenciara nesses últimos doze meses. O resultado desse processo seria um livro “Crimes na Academia”.
E para realizar esse livro, Murphy e a sua equipa de detectives (Sleep, Pastilha, Almondega e Gimbrinhas) iriam ter de solucionar o mistério da morte de um Professor nessa Universidade – o malogrado economista João Monteiro.
