Letras sem itinerário

Ludovigo Peralva

“Venham à praça todos os amores” que o mundo clama em desespero. O “humano formigueiro” não pode esquecer o “tempo da inocência” e por mais palavras e poemas lançados ao vento, há menos “estrelas no firmamento” que razões para a resiliência, “mistérios da consciência”, vontade de proclamar uma nova realidade. Este texto não tem itinerário porque quer irradiar em todas as direções. “Às vezes não há paciência”, mas há que “tombar a primeira peça do dominó” para descobrir que em qualquer lugar, ao contrário da melancolia, só a poesia é infinita, e com ela nunca se está verdadeiramente só.

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