Luz Acesa

Edgar Vieira

Na luz acesa do meu sonho de louco,

O assombro é nada!

Nu e desarmado da mão bruta que solta a semente,

Um fruto só é quanto tenho!

Sem medida, o Sol, agora no verão a ti regresso,

gosto forte e do que me

Traz o sal pelo vento à minha boca.

A ti regresso antes que a vida se me cabe como um fósforo,

Sem medir antes que o meçam,

Chamados todos à chama vertical,

Onde como outro sol regressa e

Olho aturdido onde a tua sombra passa

E ponho as mãos no teu corpo musical.

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