O amanhecer

Maria de Lurdes Rodrigues

Há uma pergunta que eu faço a mim própria:

– Será que ser pastorinha era o meu destino?

Se assim não fosse, como poderia eu ter escrito o meu livro? Era mesmo o meu destino!

Desde muito pequena seguia os passos do meu pai pastoreando por aqueles campos de Deus. Dos 8 aos 11 anos frequentei a escola primária. Foram três anos que me pareceram uma eternidade.

Como amo a Natureza aprendi o trabalho do campo. Aos 19 anos estava casada e aos 31 viúva, com dois filhos pequenos. Aos 32 era comerciante.

Após algum tempo perdi o meu pai e por fim tu, minha mãe, que me fizeste companhia durante 9 anos.

Foi a saudade que me fez escrever. Quantas vezes eu chegava do meu trabalho e ali estavas sempre à minha espera. Quantas vezes eu tinha um desabafo, uma mágoa e tu dizias sempre assim: “Olha filha, quanto maior for a ofensa, maior é o perdão. (Saúde e Paz)”

Obrigada, minha mãe porque me ensinaste a perdoar.

Eu peço a Deus que o meu livro, que é teu, vá voando, voando, como um passarinho e vá poisando aqui e ali e por onde ele passar vá deixando a tua mensagem, para que ela fique através dos tempos. (Saúde e Paz)

Monsanto

Lurdes Rodrigues

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