O Passageiro do Sud-Express
Pinto da Rocha
“A Carla mais confidenciara. Abdicara da fortuna que, por divórcio, a Lei lhe conferia (…) - deixou o engenheiro para ir ter com o diplomata! (…) Ah! Este é o tal diplomata que eu vi, na gare de Austerlitz, à espera da mulher do engenheiro (…) O diplomata ameaçou: Carla, já não vales a ponta dum corno (…) Se até às dez horas não me arranjares cem francos vais ver com elas doem (…) Ela, lavada em lágrimas, pedia desculpa, nesse dia, não arranjara nenhum cliente.”
