Phula e outras histórias

Ernesto Mondlane

A Jubilita era realmente uma rapariga bela e formosa, com uma altura acima da média feminina, o que projectava mais a sua figura. Tinha lindos olhos azuis. A boca que soltava uma voz me­lodiosa, tinha lábios cor de vinho diluído, com os quais, de vez em quando, sorria misteriosamente sugerindo o botão de uma rosa brotando suavemente. Os seios e o traseiro alvoreciam os instintos de qualquer macho humano. Movia-se com passos cal­mos e lentos, como uma égua preguiçosa em marcha livre. Tinha as faces delicadamente bem torneadas e, da única vez que Phula as beijou, por formalidade e não por iniciativa ou prazer mú­tuo, constatou e confessou que eram frescas e doces, como mas­sala madura de Manjacaze. Aliás, nas suas alucinações, Phula questionava-se se não terá Deus esculpido com as suas próprias mãos a figura da Jubilita e dotando-a de privilegiada beleza em detrimento de algumas mulheres cujos rostos deixavam muito a desejar por aí?


  • Escreveu ou está a escrever um livro que quer publicar?
    Está no lugar certo! Na Atlantic Books estamos constantemente à procura de autores talentosos, para ajudar a transformar as suas ideias em excelentes livros.
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para lhe oferecer uma melhor experiência e serviço.
Para saber que cookies usamos e como os desativar, leia a política de cookies. Ao ignorar ou fechar esta mensagem, e exceto se tiver desativado as cookies, está a concordar com o seu uso neste dispositivo.